terça-feira, 30 de agosto de 2016

Cheguei a pensar que você voltaria...

"Crueldade é desarmar um coração para depois desamá-lo."
O aniversário passou, assim como o primeiro ano. Há um ano, a minha fértil imaginação achava que você estaria aqui. Mas ela não construiu uma ilusão sozinha. Ela foi regada, acariciada, domada, por meses, por ego, por mentiras que pareciam verdades.

Agora, eu só queria entender o porquê disso tudo. É claro, já fiz essa pergunta várias vezes, mas jamais encontrei resposta. Me diz então o porquê! Por que regar esperanças para destruí-las depois? Por que desassossegar uma vida quieta para traí-la? Por que usar um coração como objeto de cura da sua carência? Por que usar um ser humano como mãos de massagem para o seu ego?

Eu juro que não queria escrever pra você de novo. Foram várias e várias palavras não ditas, escritas e apagadas. Mas, idiotamente, eu achei que você voltaria. Não para a minha vida, é claro, mas algumas esporádicas vezes para me lembrar que você não me esqueceu; para acordar minhas borboletas com aquele "você tá bem?".

Eu achei que você voltaria, que não me esqueceria, que em um dia qualquer apareceria, que me ligaria pra dizer que eu ainda faço falta, que precisaria pelo menos fingir que se importa para ter alguém que você sabe que te esperaria.

Não, eu não esperaria. Não espero um futuro e, nem mesmo, que você cumpra aquelas promessas. É que a falta de uma falta que eu não faço ainda mexe com algumas coisas por aqui. No fundo, eu queria estar errada sobre você só uma vez. No fundo, eu só queria que fosse verdade.

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