quinta-feira, 9 de março de 2017

Que tenha ao menos um adeus.

"Felicidade é nada mais que boa saúde e memória ruim!"
Perdida. Sozinha. Confusa. Sozinha. Só. Sentindo profundamente mais um chute da vida bem na boca do estômago. No chão e fraca. Sufocando. Cada músculo pulsa uma dor que é mais física que emocional. Apanhei a noite toda... de ninguém.

Caminhar ajuda, tirando o fato de ser quatro da manhã e a cidade estar deserta. O vento corta os cortes que fiz nos meus lábios. Sangue. Dor. 

Há alguns dias não tinha mundo que coubesse a felicidade inabalável de estar ciente da importância que tenho para mim mesma. Amor próprio é algo maravilhoso, completa a alma, assim como tomar banho de mar. Hoje, porém, há apenas vontade de perguntar porquê.

Quão nada eu fui? Quanta diferença estou fazendo na vida das pessoas? Quem eu represento? Por que virar as costas como se eu nunca tivesse existido? Nem um adeus?

Sol. Café. Computador. Celular. Café. Alguém na esquina. Horas na sacada. Mais café. Espelho. Cama. Pesadelo e mais algum café. 

A dor não passa. O sangue não seca. A cabeça não para. Quem fui eu pra você?

4 comentários:

  1. Às vezes somos tão grandes na vida de alguém, que não cabemos em sua vida pequena, talvez seja pela pequenez vivida a falta do adeus...

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  2. Adorei sua crônica. Eu me sinto muito assim. Na última semana, me via levantando da cama as 3, 4 da manhã, pegando papel e caneta e escrevendo, querendo que assim toda a dor do mundo saísse de mim.

    Vidas em Preto e Branco

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    1. Lary, escrever é minha terapia pra quando estou péssima e passando por coisas ruins. Fico feliz que tenha gostado :*

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