domingo, 12 de março de 2017

Vazio Literário: Harry Potter e a Criança Amaldiçoada

Olá kiridas!
Tô só nas resenhas essa semana. Hoje é de livro e, me arrisco dizer, do mais polêmico livro do universo de Harry Potter. E sim, estou mega atrasada pra falar dele, porque toda a internet já falou, mas é que terminei de ler em dezembro e não postei porque tava afastada do blog.
Harry Potter e a Criança Amaldiçoada, por John Tiffany, Jack Thorne e J.K Rowling.
Sinopse: Sempre foi difícil ser Harry Potter e não é muito fácil agora, já que ele é um funcionário cheio de trabalho no Ministério da Magia, um marido e pai de três crianças na idade escolar. Enquanto Harry luta com um passado que se recusa a ficar onde pertence, seu filho mais novo, Alvo, precisa lidar com o peso de um legado de família que ele nunca quis. Enquanto passado e presente começam uma sinistra fusão, pai e filho aprendem uma verdade desconfortável, pois a escuridão vem de lugares inesperados.
A oitava história, dezenove anos depois...

Preciso começar dizendo que é muito importante que você encare esse livro como ele é, ou seja, um roteiro de uma peça de teatro. Se você viveu em Marte no último ano, não sabe que J.K. Rowling aprovou esse roteiro para uma peça de teatro que começa 19 anos depois do fim da Segunda Guerra Bruxa. Sim, começa no epílogo de Relíquias da Morte. A peça estreou em 31 de julho de 2016, em Londres apenas e, como um presente para os fãs que não a veriam, tia Jô lançou o roteiro em forma de livro.

Por ser um roteiro, o livro tem apenas diálogos e algumas notas sobre o que está acontecendo no palco. Isso é muito estranho no começo, mas depois acostuma. A leitura é bem fácil, mesmo tendo que trabalhar muito a imaginação, já que dá pouquíssimas descrições de tudo. É dividido em partes 1 e 2, já que a peça tem duas partes, em 330 páginas.

Mas, vamos ao que interessa, a história! Antes do roteiro chegar traduzido no Brasil, eu vi muitos, mas muitos spoilers sobre a história e odiei tudo que eu vi. Só que assim que vi o livro na prateleira eu comprei, porque sou dessas que não pode ver Harry Potter escrito em qualquer lugar que já quer. E então, comecei a ler e tinha certeza, pela facilidade de leitura, que eu ia acabar em dois dias. Ledo engano, meus caros.

Já começa errado quando dizem que é a história de 19 anos depois, porque a história começa mesmo no quarto ano do Alvo Severo, ou seja, 22 anos depois do fim da II Guerra Bruxa. A criança amaldiçoada é o Alvo, que não é nada mais que um menino insuportável e mimado, que 'sente a pressão' de ser filho de quem é, por ser da Sonserina e por ser desprovido de inteligência. Ele é todo rebelde, só briga com o Harry e odeia ser filho dele. Odeio esse garoto.

Bem parecido com o pai dele, ele ouve uma conversa que não é da conta dele e resolve salvar o mundo ao lado do seu único amigo Escórpio Malfoy, sim o filho do Draco. Ai começam a cagação em cima da história original. Desculpem o termo, mas é que não existe outra palavra que explique a história desse livro.

Tudo que eu sentia quando ouvia sobre a história, eu senti dobrado lendo. É uma história fraca, com personagens estereotipados que perderam suas essências, que é mais uma fanfic do que uma história oficial. Até agora eu não entendo porque a J.K. aprovou isso.

Basicamente, o Alvo e o Escórpio voltam no tempo TRÊS FUCKING VEZES, porque eles estragam tudo na primeira vez e ficam voltando pra consertar. Ai, eles estragam mais ainda. O motivo de voltarem no tempo, e aqui vem a pior parte da história, é por serem influenciados por ninguém menos que a FILHA do Voldemort com a Bellatriz. WHAT? Cara, nada nesse mundo vai explicar a existência dessa criatura. Quer coisa mais fanfic que isso?

É claro que o desenrolar da história é bem maior que isso, mas se eu for contar tudo vou ficar escrevendo raivosamente para sempre. Uma das coisas que fiquei muito triste, foi eles terem ignorado a existência de alguns personagens, como o filho do Lupin, que é tão parte da vida do Harry. Também não desenvolveram nem um pouco os outros filhos do Harry, nem o Hugo e a Rosa é insuportável (Rosa e Hugo, filhos de Romione). Hermione é uma irritante sabe-tudo velha e Rony ta lá pra ser só um palhaço. O pior é que o rolo todo do livro acontece porque o Amos Diggory quer ressuscitar o Cedrico. Sim, eles esquecem o Ted, mas vão atrás do Cedrico. Deus, me ajuda!

Confesso que chorei no final, porque tem a cena do Harry vendo seus pais morrerem e, cara, isso acabou comigo. No geral, a história é ruim, mas confesso que é muito bom voltar pra Hogwarts e rever todos os personagens que eu cresci junto. A melhor parte dessas voltas no tempo, foi rever os momentos da história original, isso deu uma sensação muito boa. Mesmo que eles tenham errado em várias coisas que estão escritas originalmente nos livros e estão mudadas nesse.

Bom, a peça tem feito muito sucesso, só tem elogios e quem assistiu, amou. Mas, como história, nem parece que veio do Mundo Mágico de J.K. Rowling, sério. Falta muita coisa para parecer que ela ajudou nesse roteiro. Na verdade, ela só arrumou algumas coisas, mas a maior parte não foi escrita por ela. Isso explica muita coisa!

Não consigo considerar essa história como parte da original. Como disse o Renie, é uma história que começa e termina no mesmo lugar, que não acrescenta nada novo e surpreendente para a saga Harry Potter. Pra mim, é algo alheio ao original e eu não aceito essa filha do Voldemort ser real, sem chance disso. Não sei como a J.K. aprovou isso. É algo que faz parte do universo, mas não é o oitavo livro. Não dá pra aceitar, sério.

Sim, eu não gostei, mas se você ainda não leu, leia para ter suas conclusões. Vi alguns fãs que gostaram, quem sabe você também goste. E se já leu, comenta ai o que achou, se concorda ou não comigo.

Espero que tenham gostado, beijinhos :*

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